#VEJAMercado | A decisão do Copom de manter a Selic em 15% tem um peso concreto — e doloroso — no dia a dia do comércio. Como alertou André Sacconato, assessor da Federação do Comércio de SP, juros nesse patamar encarecem a engrenagem básica do setor: vender a prazo. “A taxa de juros deixa mais caro ele poder ofertar esses produtos a prazo”, resume, traduzindo o impacto direto no caixa do lojista. Nem a compra à vista escapa do juros que incide em toda a cadeia.
Na prática, o comerciante precisa tomar financiamento para parcelar vendas, e o custo financeiro elevado acaba esmagando as margens de lucro. O problema não está só na demanda mais fraca, mas também na oferta mais cara. E mesmo quando a Selic começar a cair, Sacconato lembra que o alívio não é imediato: o efeito costuma levar de seis a nove meses para aparecer no comércio e no setor produtivo. Ele está embutido no custo financeiro do comerciante e no custo financeiro da indústria.
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